Na madrugada do passado domingo (22), o complexo da Casa Branca, em Washington, passou a acolher uma estátua de Cristóvão Colombo. Com cerca de quatro metros de altura e uma tonelada de peso, a escultura foi fixada junto ao Eisenhower Executive Office Building.
O monumento é uma obra de mármore de Carrara que, durante décadas, esteve no bairro de Little Italy, em Baltimore, até ser derrubada e atirada ao porto da cidade por manifestantes no feriado de 4 de julho de 2020.
A nova peça carrega uma carga simbólica particular: foi reconstruída em 2022 a partir de fragmentos recuperados da estátua original destruída. Na base do monumento, uma inscrição imortaliza o percurso da obra, descrevendo-a como “ressuscitada” e assinalando a sua inauguração oficial pelo presidente Donald J. Trump, datada de 13 de outubro de 2025.
A iniciativa reflete a estratégia do atual governo de restaurar figuras históricas polémicas no espaço público, num gesto de oposição direta ao movimento que levou à remoção de vários monumentos coloniais e confederados nos últimos anos.
“Nesta Casa Branca, Cristóvão Colombo é um herói, e o Presidente Trump garantirá que seja homenageado como tal por gerações vindouras”, afirmou Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, numa declaração citada pelo The New York Times. De recordar que o navegador viveu em Porto Santo, casou-se com uma portuguesa. Ofereceu-se à Coroa portuguesa para chegar à Índia, por Ocidente. D. João II recusou. Acabou por fazer a viagem ao serviço de Espanha e acabou por descobrir a América.
Uma publicação no X, de Dan Diamond, jornalista do Washington Post, permite ver a estátua tal como está agora no recinto da Casa Branca.