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  • “Um cenário dantesco de pós-catástrofe”, Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria
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A Marinha dos Estados Unidos anunciou esta terça-feira, dia 3, que abateu um drone iraniano que se aproximava de um porta-aviões norte-americano no Mar da Arábia. A acção ocorreu quando a aeronave não tripulada avançou em direcção ao USS Abraham Lincoln, segundo confirmou um porta-voz militar dos EUA.

“Um caça F-35C do USS Abraham Lincoln abateu um drone iraniano em legítima defesa, para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo”, afirmou em comunicado o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas operações militares norte-americanas no Médio Oriente.

O incidente aconteceu poucas horas antes de duas canhoneiras operadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão se aproximarem de um navio-tanque norte-americano no Estreito de Ormuz, tendo ameaçado abordá-lo e apoderar-se da embarcação, de acordo com fontes militares dos EUA.

Perante as ameaças, as forças norte-americanas destacadas na região reagiram de imediato. O contratorpedeiro USS McFaul escoltou o petroleiro para fora da zona de risco, contando com apoio aéreo defensivo da Força Aérea dos Estados Unidos. Segundo Hawkins, a intervenção permitiu acalmar a situação.

O Comando Militar garantiu que não houve feridos entre as forças norte-americanas nem danos em equipamento militar. Para o porta-voz do CENTCOM, o comportamento iraniano representa um exemplo de “falta de profissionalismo e atitude agressiva”, sublinhando que este tipo de assédio em águas internacionais “não será tolerado” pelos Estados Unidos.

Os incidentes ocorrem num momento de elevada tensão, numa altura em que Donald Trump pondera um ataque de grande escala contra o Irão, em resposta à repressão de protestos no país. Já os ataques surgem, ao mesmo tempo, dias antes de uma reunião prevista entre responsáveis norte-americanos e iranianos para negociações diplomáticas destinadas a evitar um confronto militar. Ainda assim, o presidente dos EUA avisou que “coisas más poderão acontecer” caso as conversações não avancem.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que a República Islâmica está aberta à via diplomática, mas apelou à moderação face ao que classificou como “ameaças, intimidação e pressão” por parte dos Estados Unidos.

Entretanto, os Estados Unidos aumentaram rapidamente a sua presença militar no Médio Oriente, enviando para a região o grupo de ataque do porta-aviões Lincoln, acompanhado por três contratorpedeiros com mísseis guiados e pela sua asa aérea, que inclui caças F/A-18E Super Hornet, F-35C Lightning II e aviões de guerra electrónica EA-18G Growler.

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