A administração Trump acusou o regime cubano de estar envolvido em fraudes multimilionárias relacionadas com programas de saúde Medicare e Medicaid, ambos seguros de saúde geridos pelo governo norte-americano. Foi já aberta uma investigação sobre o alegado sistema fraudulento, que terá lesado os EUA em 50 milhões de dólares (mais de 43 milhões de euros).
Em causa estão práticas suspeitas, como equipamentos médicos que nunca foram entregues, uso indevido de números de contribuinte, aumentos incomuns nas inscrições, trocas frequentes entre planos de saúde e padrões de faturação anormais. De acordo com a imprensa internacional, entre as práticas mais frequentes estão o roubo de números de contribuintes e a cobrança por produtos que nunca foram enviados.
O esquema levou à detenção de oito pessoas, em Los Angeles, nos EUA, entre as quais três enfermeiras, um quiroprático e um psicólogo. Os detidos enfrentam agora acusações federais por alegada fraude de 50 milhões de dólares, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.
A acusação refere ainda a existência de serviços de cuidados paliativos, através da Medicare, para pessoas que não estavam em fase terminal. Um dos casos diz respeito a Lolita Beronilla Minerd, de 65 anos, acusada de submeter à Medicare pedidos fraudulentos de reembolso de cuidados paliativos. Os pedidos representam mais de 9 milhões de dólares (mais de 7 milhões e 760 mil euros), dos quais o Medicare pagou oito milhões.
Outro dos casos reportados dá conta que um casal foi abordado por Lolita Beronilla Minerd e outros funcionários, que lhe prometeram que a inscrição no seguro de saúde lhes garantiria total gratuitidade, além de um pagamento de 300 dólares, a cada um, por mês. Durante seis meses, o dinheiro foi entregue fisicamente. Nenhum dos dois tinha uma doença terminal. Os acusados enfrentam uma pena de 10 anos de prisão federal ou 20 anos no caso dos condenados por fraude eletrónica.
“Estamos a aplicar uma política de tolerância zero para criminosos que roubam os contribuintes americanos”, disse o Primeiro Assistente do Procurador dos Estados Unidos, Bill Essayli, citado no comunicado do Departamento de Justiça.