A polémica instalou-se na esfera pública e na campanha eleitoral de João Cotrim de Figueiredo quando uma ex-assessora da Iniciativa Liberal (IL) acusou o antigo líder deste partido de a ter assediado sexualmente. O candidato presidencial nega todas as acusações e afirma que irá processar Inês Bichão por difamação. Agora, a jovem vem defender-se e proclama que a verdade será apurada em tribunal.
Atualmente ao serviço da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, a cargo de Emídio Sousa, a advogada de 30 anos enviou um comunicado à agência Lusa, onde garante que a denúncia por si feita foi difundida ilegalmente.
A nota refere que na segunda-feira, dia 12, e a propósito do caso que divulgou junto de um grupo de amigos no Instagram, que “foi ilicitamente difundido” e sem o seu consentimento, “conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público”, naquela rede social. E mais acrescenta que a “veracidade dos factos” será apurada nos tribunais.
Inês Bichão reforça que o alegado caso de assédio foi comunicado às estruturas da IL em 2023. No entanto, o partido, agora liderado por Mariana Leitão, nega que tal seja verdade. “Os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023”, escreve a jurisconsulta no texto enviado à Lusa. Em resposta ao ‘Público’, o partido acusa-a de mentir. “É completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo. A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova”.
Apesar da controvérsia, a também consultora jurídica sublinha não querer alimentar esta polémica e garante que está a ser instrumentalizada a contragosto.
“Não pretendo alimentar esta polémica, mas não deixarei de exercer os meus direitos em sede própria, na qual a veracidade dos factos será apreciada nos quadros e com as garantias que o Estado de Direito assegura”, frisou. “Essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade, no âmbito da qual não tive nem tenho qualquer intervenção”, garante Inês Bichão.