Uma equipa de procuradores solicitou esta terça-feira, dia 13, que o ex-presidente Yoon Suk Yeol, da Coreia do Sul, seja condenado à pena de morte, no âmbito do processo em que é acusado de liderar um ato de insurreição. A decisão surge durante a fase final do seu julgamento por ter decretado a lei marcial, em dezembro de 2024.
De acordo com os procuradores, Yoon teria tentado usar o poder para assegurar sua permanência no governo, mobilizando as forças militares e policiais contra a Assembleia Nacional, numa ação considerada inconstitucional. A acusação argumenta que essa manobra não apenas violou a Constituição, mas também ameaçou a própria estrutura democrática da nação.
Yoon, que foi destituído do cargo por meio de um impeachment e permanece detido, nega todas as acusações, e defende-se dizendo que as suas ações foram medidas de emergência.
Embora a legislação sul-coreana ainda preveja a pena de morte para crimes graves como insurreição, o país não a aplica desde 1997. Especialistas referem que mesmo com o pedido dos procuradores, a sentença pode ser prisão perpétua em vez de execução.