Jorge Bacelar Gouveia, de 59 anos, que já foi deputado pelo PSD entre 2009 e 2011, está desiludido com Maria Lúcia Amaral.
O caso remonta a 2023, quando a atual ministra da Administração Interna ainda era Provedora de Justiça. À época, adquiriu uma obra de arte, a Graças Morais, para decorar as instalações da provedoria, por 120 mil euros.
Esta sexta-feira, Graça Morais, em declarações ao jornal Nascer do Sol , garante que a obra, que ainda está a ser finalizada, “está abaixo” do preço que costuma cobrar por este tipo de trabalhos.
Nas redes sociais, o reputado professor de Direito começou por apelidar Maria Lúcia Amaral de “poupadinha”. A seguir, em exclusivo ao 24Horas, argumenta: “Apesar de as obras de arte estarem dispensadas de concurso público, a consulta a vários artistas devia ser a regra. Esta senhora não será, decerto, a única pintora de Portugal.”
No lugar de Maria Lúcia Amaral, Bacelar Gouveia assegura que agiria de outra maneira. “Se o quadro é para decorar o novo edifício da Provedoria , eu pediria um emprestado a muitos lugares. Não gastaria dinheiro.” E sublinha: “Pode ser legal, mas é imoral.”
A artista Graça Morais também não fica de fora da mira do ex-deputado do PSD. “E quem fará o retrato da senhora, como ex-provedora? Também a Graça Morais, por este valor? (…) Quando me pedem pareceres acima do valor mínimo do ajuste direto, entro em competição com outros jurisconsultos. Essa é a boa prática. Não há artistas insubstituíveis, como ninguém é insubstituível.”