Um estudo recente da organização Missão Escola Pública revelou que cerca de sete em cada 10 escolas enfrentaram problemas de falta de professores por mais de uma semana, e em aproximadamente quatro em cada 10 duraram um mês ou mais.
Em muitos casos, um terço dos diretores relataram turmas ou horários sem professor durante todo o período considerado.
O fenómeno, que antes era mais problemático no sul do País, já se expandiu para todo o território. Na distribuição regional, metade das escolas no Algarve reportou problemas em encontrar docentes, no Alentejo e no Norte os números também foram significativos.
De acordo com os dados recolhidos, as áreas com maior carência de professores foram o 1.º ciclo, seguida de Educação Especial, Português e disciplinas relacionados com informática. Isto também se traduziu em 32% dos agrupamentos com pelo menos uma turma sem professor fixo no final do primeiro período.
Para colmatar as faltas de docentes, muitas direções decidiram dar horas extraordinárias aos professores já em funções ou à reorganização de horários internos.