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  • 'É uma conquista do rosto das mulheres', Lídia Jorge, após vencer o Prémio Pessoa
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Álvaro Bilbao nasceu no País Basco (Espanha), há 48 anos, é um renomado neuropsicólogo e tem três filhos (de 11, 13 e 15). Já colaborou com a Organização Mundial da Saúde e, atualmente, realiza inúmeras, nas universidades, e participa em congressos, por todo o mundo. Em Lisboa, o autor de ‘Prepara-te Para a Vida’, livro editado pela Planeta, conversou com o 24 Horas, em exclusivo, e explicou-nos como os jovens podem abdicar dos vícios dos ecrãs e das drogas, dois flagelos mundiais.

De que forma os jovens podem lidar com as pressões sociais e expectativas externas?

É difícil, porque eles têm de seguir o seu caminho. É importante que os pais deem um passo atrás e deixem os filhos encontrar o seu próprio caminho, distinto do dos deles. Isso, para aqueles que sejam mais responsáveis e interessados pelo seu futuro, pois existem outros com quem é necessário trabalhar com psiquiatras e psicólogos, para ajudar a sair de vícios ou problemas mais graves.

Como assim?

Atualmente, qualquer jovem necessita não só de falar português e inglês, como tem de saber algo de programação, conhecer a Inteligência Artificial, saber como se relacionar num mundo cada vez mais global. E isso faz com que muitas vezes seja difícil relacionar tudo, o que provoca um aumento do stress e da ansiedade.

E isso tem o seu tempo?

Sim. Digo sempre que cada um tem o seu tempo. Existem meninos e meninas que, com 14 anos, já sabem que querem ser bombeiros, cozinheiros ou advogados. Mas existem outros que não sabem, antes de começar a universidade. Às vezes, é bom ser flexível e não ser apenas focado numa coisa.

Como é que o sono desregulado e os ecrãs podem prejudicar a saúde dos jovens?

Em primeiro lugar, e com maior risco, são os vícios, pois existem crianças que usam os ecrãs durante muito tempo. Esse hábito pode prejudicar a saúde mental e emocional. Em segundo, há meninos que usam os ecrãs para relacionarem-se com outras pessoas. Deixam de lado a realidade e é importante que eles tenham um tempo fora dos ecrãs. Existem também muitos jovens que perdem o sono, o que afeta o cérebro, o seu nível de cansaço, energia e otimismo. Portanto, é importante que o sono esteja bem regulado e os ecrãs fora dos quartos das crianças.

E de que maneira se pode controlar o vício das drogas e do álcool?

Aqui é importante que, antes de ter os vícios, eles saibam quais são os perigos. Atualmente, muitos jovens procuram, na Internet e nas redes sociais, pessoas que podem ser consumidores, mas não são profissionais de saúde. Há pessoas que, se apenas tomarem drogas uma vez, o seu cérebro pode desenvolver uma perturbação psicótica; e outras que podem ter problemas graves com o consumo da cocaína, porque a personalidade as torna muito viciadas a este tipo de droga. É importante que saibam que não estão seguras e que as drogas não são substâncias seguras para o consumo. Outra coisa muito importante que explico no livro é que existem ferramentas para dizer “não”. Quem te vai apresentar a droga não é um desconhecido, mas, sim, uma pessoa que tu conheces, como a tua namorada, o teu melhor amigo, o teu primo, os teus pais. Ou seja, pessoas em quem confias. É importante que estejas preparado e que digas não.

E como é que se diz “não?”

É uma coisa que trabalho com os adolescentes, na realização de ensaios: têm de dizer coisas simples, sem explicações e sem perdões. É simplesmente dizer “não, obrigado”, “não me interessa” ou “não quero provar”.

No seu livro, refere que as drogas naturais são perigosas, mas, hoje em dia, a cannabis é usada para uso medicinais…

Todos os adolescentes acreditam que a cannabis é usada para uso medicinal, que é uma droga natural, que é melhor do que o tabaco, mas estou sempre a dizer que não. Existem inúmeros estudos. Recentemente, um deles, grande, feito com mil consumidores de cannabis, mostra que todas as estruturas do cérebro estão deterioradas e danificadas devido ao consumo desta droga. A cannabis produz graves problemas, como falta de motivação, menor envolvimento com os estudos, fracasso escolar, falta de atenção ou problemas de memória. Os jovens têm de saber, de fonte confiável, que a cannabis não é uma droga segura, por mais natural que seja. Há muitas coisas naturais que não são seguras e muitas coisas artificiais que podem ser saudáveis.

Como pai, tem medo de que um dia os seus filhos possam não saber o que fazer da vida?

Claro, medo é uma emoção que nos ensina algo importante. Ensina-nos de que, se não queremos que algo aconteça, temos de nos preparar. Tenho medo de que os meus filhos tenham problemas com as drogas, não estejam preparados para o futuro. Falo-lhes sobre as drogas, ajudo-os a preparar-se para a vida. Tenho medo de que tenham relações tóxicas. Por isso, em casa, tentamos tratá-los todos bem, para saberem o que é o amor bom e o mau.

É um bom desafio, esse.

É bom que os pais tenham alguma preocupação e é por isso que, no livro, explico aos adolescentes, mas também aos pais, como se podem preparar para esses medos. Na vida, há muitos desafios. Os adolescentes têm uma vida onde talvez haja poucas oportunidades, mas a sorte aparece quando a oportunidade se junta com a preparação. E a sorte só existe para aqueles que estão preparados.

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