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  • ''Não pedi, nem pedirei, para sair'', Ana Paula Martins
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O Japão tem vindo a desenvolver, sobretudo desde a última década, uma estratégia integrada para reduzir os impactos de tsunamis e outros riscos costeiros, combinando grandes obras de engenharia com soluções baseadas na natureza. Esta aposta intensificou-se após o grande sismo, ocorrido em março de 2011, que revelou fragilidades significativas nos sistemas de proteção existentes e causou enormes perdas humanas e materiais. Na sequência desse desastre, o governo iniciou um vasto programa de planeamento e reconstrução, com os principais projetos de muros e barreiras anti-tsunami a começarem a ser delineados entre 2012 e 2013, após estudos técnicos e consultas às comunidades locais.

A fase mais intensa da construção decorreu entre 2013 e 2020, período durante o qual foram erguidos ou reforçados muros costeiros ao longo de várias regiões, especialmente na costa do Pacífico, totalizando cerca de 395 quilómetros. Em muitas zonas, estas estruturas foram concluídas entre 2019 e 2021, integrando-se nos planos nacionais de reconstrução pós-2011. O objetivo principal destes muros é reduzir a força das ondas, atrasar a progressão da água em caso de tsunami e ganhar tempo precioso para a evacuação das populações, diminuindo assim o risco para vidas humanas e infraestruturas críticas. Apesar de grande parte das obras estar concluída, o sistema continua a ser ajustado e mantido, não existindo uma data única e definitiva de encerramento do projeto, uma vez que as defesas costeiras são continuamente adaptadas a novos cenários de risco.

Em paralelo com estas intervenções de grande escala, o Japão investiu fortemente em soluções naturais, nomeadamente na plantação e recuperação de florestas costeiras. Ao longo da orla marítima foram plantadas mais de nove milhões de árvores, que ajudam a estabilizar os solos, a reduzir a erosão e a atenuar a energia das ondas provocadas por tsunamis ou marés de tempestade. Embora estas florestas não substituam as estruturas de betão, estudos indicam que podem contribuir para reduzir danos quando integradas num sistema mais amplo de proteção costeira.

Esta combinação de engenharia pesada com soluções baseadas na natureza reflete também a preocupação do Japão com desafios de longo prazo, como a subida do nível médio do mar associada às alterações climáticas. Ao adotar uma abordagem integrada, o país procura aumentar a resiliência das comunidades costeiras e responder a riscos cada vez mais complexos, sendo frequentemente citado em relatórios internacionais como um exemplo de como é possível enfrentar desastres climáticos de forma mais eficaz e sustentável.

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