O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, pôs fim à controvérsia em torno do novo equipamento da seleção ao vetar a utilização da palavra “brasa” no uniforme principal para o Mundial de 2026. A polémica estalou após a apresentação oficial da coleção da Nike, onde o termo — uma abreviação informal de “Brasil” popular entre o público mais jovem — apareceu estampado nas meias e no interior da gola, gerando uma onda de críticas imediatas entre os adeptos nas redes sociais.
Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, o dirigente procurou tranquilizar a nação, assegurando que a expressão não fará parte do equipamento oficial durante a competição.
Samir Xaud, eleito em maio de 2025 para liderar a entidade até 2029, explicou que foi apanhado de surpresa pela inclusão do detalhe pela Nike. “Fui apanhado um pouco de surpresa”, confessou Xaud, revelando que a versão que lhe tinha sido apresentada anteriormente não continha o termo. Embora estivesse a par de uma campanha publicitária pré-Mundial baseada nesse conceito, o presidente garantiu que essa abordagem de marketing não será transportada para o torneio.
O líder da CBF sublinhou a necessidade de preservar a identidade histórica da seleção: “Pelo respeito que eu tenho com a seleção brasileira, não haverá ‘brasa’ no nosso equipamento principal. Isso foi feito pela Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto e é o verde e o amarelo, sempre deixo claro isso e não vai ter essa questão de ‘brasa’. [Quero] tranquilizar todo toda a nação brasileira, que isso não confere e não vai ter ‘brasa’ no nosso equipamento.”.
A terminar, o dirigente reiterou que o nome oficial do país será mantido no uniforme, reforçando o compromisso com as cores tradicionais da “Canarinha”.



