A passagem da depressão Kristin pela costa de Cascais deixou a praia do Guincho irreconhecível esta quarta-feira, após um processo de ciclogénese explosiva que fustigou a região com ventos de intensidade destrutiva. A força da tempestade, que o IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera já antecipava como potencialmente catastrófica, traduziu-se em rajadas que atingiram os 150 km/h.
No Guincho, a fúria do mar e do vento provocou estragos visíveis: estruturas costeiras foram derrubadas, árvores de grande porte cederam e o areal foi engolido pela forte agitação marítima. Para garantir a segurança pública, a Câmara Municipal de Cascais manteve a interdição dos paredões e de acessos ao Parque Natural Sintra-Cascais, enquanto as equipas de proteção civil trabalhavam na desobstrução de vias cortadas por detritos. Este fenómeno meteorológico extremo é o terceiro a atingir o país numa semana, agravando a vulnerabilidade das infraestruturas locais.
O aviso vermelho para agitação marítima mantém-se em vigor, com previsões de ondas que podem ultrapassar os 10 metros, o que dificulta os trabalhos de limpeza junto à orla costeira.