A ministra da Saúde confessou que o governo não vai garantir médico de família para todos os utentes até 2027, meta que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de 53 anos, tinha inicialmente prometido para 2025. “Para nós, governo, atribuir um médico de família a todos os utentes é, de facto, uma ambição”, começou por dizer Ana Paula Martins (60), acrescentando depois: “Não o conseguimos até agora, não o vamos conseguir em 2027, porque todos os dias temos pessoas a inscreverem-se.”
A declaração surgiu durante a inauguração da requalificação do centro de saúde de Fátima, no distrito de Leiria, obra de 1,8 milhões de euros financiada pelo PRR. Ana Paula Martins apontou outras soluções para os utentes sem médico de família, como o projeto ‘Bata Branca’, que garante consultas através de parcerias entre unidades de saúde, misericórdias e autarquias.
Sobre a possibilidade de cumprir a promessa em anos seguintes, a ministra garantiu que a ambição mantém-se: “Esta meta nunca vai cair.” Ana Paula Martins reforçou ainda a importância da cooperação entre o poder central e as autarquias, afirmando que é necessário ajustar a transferência de competências para que seja efetiva, com recursos e capacidade de decisão, e não apenas uma atribuição de responsabilidades.