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  • “Se for culpado (Prestianni), acabou para mim”, José Mourinho
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As autoridades iranianas têm o “controlo total” da situação, afirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, numa entrevista à Fox News, após mais de duas semanas de manifestações severamente reprimidas no país.

“A partir de agora (…) reina a calma. Temos o controlo total” da situação, disse o chefe da diplomacia iraniana à cadeia americana.

Esse parece não ser o entendimento das autoridades de outros países. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal anunciou esta quinta-feira que a embaixada no Irão foi encerrada temporariamente, juntam-se a outros países, como, por exemplo, o Reino Unido.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

A Amnistia Internacional (AI) alertou para “assassínios ilegais em massa cometidos a uma escala sem precedentes” durante os protestos antigovernamentais no Irão e instou os estados-membros da ONU a impedir “mais derramamento de sangue”.

Em comunicado, a organização não-governamental (ONG) apelou aos Estados-membros “a reconhecerem que a impunidade sistémica e contínua pelos crimes cometidos pelas forças de segurança” nos protestos atuais e passados “encorajou as autoridades iranianas a persistirem na sua conduta criminosa”.

A AI refere a existência de vídeos verificados e informações fidedignas de testemunhas oculares no Irão para apontar a repressão em grande escala no Irão, com o objetivo de “esmagar a revolta maioritariamente pacífica”, iniciada em 28 de dezembro, e que diz ter custado pelo menos duas mil vidas.

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