O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, de 54 anos, fez uma declaração esta quarta-feira, dia 4, em Madrid, sobre o conflito no Médio Oriente e as críticas que recebeu do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.
Pedro Sánchez deixou claro, em resposta a Donald Trum: “Não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nossos interesses, simplesmente por medo de represálias.” Recorde-se que o líder dos EUA afirmou que Espanha é “um parceiro terrível”: Vamos cortar todo o comércio com eles!” Tudo devido ao facto do governo espanhol não ter permitido o uso das suas bases militares para a ofensiva americana e israelita contra o Irão.
O chefe do governo socialista disse que Espanha repudia o regime iraniano, mas que a guerra não é o caminho e defendeu soluções diplomáticas e políticas, em vez de ataques militares, pedindo que todos os envolvidos parem os combates antes que seja tarde demais: “Repudiamos o regime do Irão, que reprime, que mata vilmente os seus cidadãos, em especial as mulheres, mas ao mesmo tempo também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política.”
Pedro Sánchez não se ficou por aqui e acrescentou: “É Ingénuo acreditar que as democracias e o respeito entre nações brotam das ruínas ou pensar que praticar o seguidismo cego e servil é uma forma de liderar. A nossa posição não é ingénua, pelo contrário, é coerente, não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nossos interesses simplesmente por medo de represálias de alguém.”