Há pelo menos uma cidadã portuguesa entre os 119 feridos do incêndio ocorrido na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça. A informação foi confirmada esta sexta-feira, dia 2, pelas autoridades locais.
Em conferência de imprensa, Mathias Reynard, chefe do governo do cantão de Valais, adiantou que, entre os feridos já identificados, contam-se 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, um sérvio, um bósnio, um belga, um polaco, um luxemburguês e uma cidadã portuguesa, natural de Santa Maria da Feira. Cerca de metade das vítimas foi transportada para o Hospital de Valais.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a existência de uma outra cidadã portuguesa desaparecida na sequência do incidente.
O responsável governamental sublinhou que as famílias das 47 vítimas mortais enfrentam uma “espera insuportável”, devido à complexidade e morosidade do processo de identificação dos corpos.
Na mesma conferência de imprensa, a procuradora-geral do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, garantiu que o Ministério Público está “a envidar todos os esforços para apurar as circunstâncias deste trágico acontecimento”. Segundo a magistrada, os primeiros indícios apontam para o início do incêndio com o uso de velas de faísca colocadas em garrafas de champanhe. Estes dispositivos terão sido aproximados do teto do espaço, provocando o denominado fenómeno de ‘flashover’, com a rápida propagação das chamas.
Entretanto, um novo vídeo divulgado nas redes sociais, gravado por pessoas que se encontravam no exterior do estabelecimento, mostra várias vítimas aglomeradas junto à entrada na tentativa de abandonar o local. Nas imagens é visível um homem a forçar a abertura de uma saída de emergência, enquanto uma mulher, em evidente estado de desespero, tenta escapar ao incêndio.