A NASA lançou ontem a Artemis II, a primeira missão tripulada a viajar além da órbita baixa da Terra desde a Apollo 17, em 1972. O foguete SLS e a nave Orion levantaram voo às 18h35 hora local (23h35 em Lisboa) do Centro Espacial Kennedy, na Florida, transportando quatro astronautas numa missão de cerca de 10 dias em torno da Lua.
Os propulsores sólidos do SLS geraram mais de 75% do impulso necessário para elevar o foguete, com uma força total de arranque de 8,8 milhões de libras — o equivalente a lançar simultaneamente para o ar cerca de 27 mil automóveis. Em menos de 10 minutos após o lançamento, a Artemis II estava já em órbita.
A tripulação é composta pelos norte-americanos Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch, e pelo canadiano Jeremy Hansen.
A trajectória seguida pela Orion é designada de “retorno livre”, desenhada para que a nave seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente, sem necessidade de propulsão adicional. Os astronautas aproximar-se-ão a cerca de 7.600 quilómetros da superfície lunar, atingindo uma velocidade de cerca de 40.000 quilómetros por hora.
A missão não inclui aterragem na Lua, mas é um passo decisivo para o futuro da exploração espacial. A viagem de regresso durará três a quatro dias e culminará com a amaragem no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, prevista para 10 de abril.
O programa Artemis tem como objectivo estabelecer uma presença humana permanente no polo sul lunar, onde existem depósitos de gelo que podem fornecer água potável e oxigénio. A corrida é também geopolítica: os EUA querem afirmar a sua liderança espacial antes de a China atingir as mesmas paragens. A Artemis III, a primeira missão com aterragem, deverá acontecer em 2028.
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