O perfil dos incendiários em Portugal tem vindo a ser traçado com maior precisão nos últimos anos, revelando tendências preocupantes.
A GNR já deteve este ano 36 pessoas em flagrante delito pelo crime de fogo florestal e mais foram 525 identificadas. Até ao início de agosto, a GNR já contabilizou 2979 crimes de incêndio.
Segundo dados recentes da Polícia Judiciária e diversos estudos, a maioria dos detidos por crimes de incêndio são homens, geralmente com baixa literacia e elevados níveis de consumo de álcool. É um fenómeno que ultrapassa a mera criminalidade, envolvendo questões sociais, educativas e de saúde pública.
De acordo com especialistas, muitos destes indivíduos apresentam historial de exclusão social, fraca formação escolar e, frequentemente, problemas de saúde mental. O consumo excessivo de álcool surge como um fator agravante, potenciando comportamentos de risco e diminuindo a capacidade de julgamento.