Os saltadores de esqui masculinos poderão vir a ser investigados pela Agência Mundial Antidopagem se houver provas de que estejam a ser injetas substâncias no pénis para tentar melhorar o seu desempenho desportivo.
Em causa está o facto do jornal Bild, ter relatado que alguns saltadores estariam a injetar ácido hialurónico no pénis para aumentar a circunferência do pénis em um ou dois centímetros antes de serem medidos para os fatos da competição, o que, de acordo com a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS), poderia aumentar a distância do voo por aumentar a superfície do fato. Apesar de a substância injetada não ser proibida no desporto o efeito da sua utilização é que é proibido.
“Cada centímetro extra num fato conta. Se o fato tiver uma área de superfície 5% maior, voa-se mais longe”, afirmou Sandro Pertile, diretor das provas masculinas de salto de esqui da FIS, à BBC.
No entanto, ao jornal alemão, o diretor de comunicação da FIS, Bruno Sassi, referiu que “nunca houve qualquer indicação, muito menos provas, de que algum concorrente tenha recorrido à injeção de ácido hialurónico para tentar obter uma vantagem competitiva”.
Antes do início de cada temporada, os competidores são medidos através de scanners corporais 3D, nos quais devem usar apenas “roupa interior elástica e justa ao corpo”. As regras dizem que os fatos devem ter uma tolerância de apenas 2 a 4 cm e, como parte do processo de medição, a altura da virilha também é medida.
Os Jogos Olímpicos de Inverno começam esta sexta-feira, dia 6 e terminam a 22 de fevereiro e realizam-se em Itália entre a cidade de Milão e Cortina d’Ampezzo.