O Estado português já se mobilizou para resgatar os portugueses retidos no Médio Oriente. O repatriamento está garantido, mas os cidadãos terão de pagar o voo de regresso especial.
A Embaixada de Portugal em Abu Dhabi já estabeleceu contacto com os cidadãos nos Emirados Árabes Unidos para coordenar esta operação. Segundo a CNN Portugal, as autoridades consulares instaram os interessados a contactar “de imediato” o gabinete de emergência, estando prevista a realização de voos a partir do Dubai e de Abu Dhabi ainda durante esta semana.
Os passageiros que integrem estas missões terão de assinar um compromisso de pagamento das despesas, embora o montante não seja exigido no momento do embarque. A fatura será emitida posteriormente, estimando-se que o custo possa rondar os 600 euros, valor que poderá oscilar consoante a complexidade logística e o trajeto necessário para abandonar a zona de conflito.
Até ao momento, o Governo recebeu cerca de 400 pedidos de apoio para regresso — na sua maioria de turistas —, incluindo 63 solicitações provenientes de Israel. O acompanhamento está a ser realizado em tempo real através de canais diretos e grupos de WhatsApp, coordenados pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
No debate quinzenal desta quarta-feira, dia 4, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, reiterou que a prioridade absoluta é a “proteção e segurança dos portugueses”, revelando que estão em curso operações sob sigilo. Paralelamente, foi convocada uma reunião extraordinária do Gabinete Coordenador de Segurança para reforçar a vigilância em infraestruturas críticas e uma equipa interministerial para avaliar os impactos económicos e financeiros da instabilidade na região.