Morreu no último dia de 2025, Joaquim Aguiar, um dos economistas mais respeitados da vida pública portuguesa. Nasceu no Porto em 1947 e ao longo da sua carreira destacou‑se pela profundidade de análise e pelo vasto conhecimento em economia e ciência política.
O velório aconteceu esta sexta-feira, dia 2, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo no Alto do Lumiar, em Lisboa e o funeral será sábado, dia 3, no mesmo local, pelas 13:00.
Formado em Economia na Faculdade de Economia do Porto e no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras em Lisboa, Aguiar construiu uma trajetória profissional marcada por funções de relevo em vários setores. Foi investigador em Sociologia Política, colaborando com o Gabinete de Investigações Sociais e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade Técnica de Lisboa, e mais tarde desempenhou cargos de consultoria e gestão em empresas como a Companhia União Fabril e o Grupo Jorge de Mello.
Na esfera pública, ficou reconhecido pelo seu papel como assessor político. Trabalhou diretamente no gabinete do primeiro‑ministro Pinheiro de Azevedo e foi assessor da Casa Civil de dois Presidentes da República, Ramalho Eanes e Mário Soares.
Além da sua atividade profissional, Aguiar foi um autor prolífico e um analista frequente na imprensa económica, incluindo colaborações regulares como cronista no Jornal de Negócios. A sua obra inclui vários títulos sobre política e sociedade portuguesa, entre eles estudos sobre a evolução política pós‑Salazar e reflexões sobre o sistema partidário no País.
Até ao fim, manteve‑se ativo como administrador no Grupo José de Mello, contribuindo com a sua experiência e visão estratégica. “Para além do seu papel junto do Grupo, destacou-se também pela sua participação na vida pública e no debate de ideias, sempre com independência, discrição institucional e sentido de serviço. O que o distinguia era a combinação rara entre profundidade de pensamento e coragem intelectual — a capacidade de questionar pressupostos, de enquadrar com serenidade e de ajudar a decidir melhor”, testemunhou Salvador Mello, presidente do Grupo Jorge de Mello, numa publicação no LinkedIn.