Imagens de videovigilância, divulgadas apenas agora, revelam o momento trágico em que Renata Yassu Nakama, de 26 anos, morreu ao cair de um autocarro em movimento no litoral de São Paulo. Embora o acidente tenha ocorrido no dia 2 de janeiro, o vídeo do sistema interno do veículo só veio a público esta semana, gerando uma vaga de choque e indignação.
As imagens confirmam que a janela do autocarro se desprendeu totalmente da estrutura enquanto o veículo circulava em São Sebastião. Renata, que estava encostada ao vidro, foi projetada para a rodovia Rio-Santos. A jovem sofreu ferimentos graves na cabeça e morreu três dias após o sinistro.
Esta quarta-feira, dia em que Renata completaria 27 anos, o caso ganha novos contornos com a revelação de que a família ainda não teve acesso ao auxílio determinado pela Justiça. Em fevereiro, uma decisão liminar obrigou a empresa concessionária, Sancetur, e a autarquia de São Sebastião a pagarem uma pensão mensal de 2,4 salários mínimos para os dois filhos da vítima, de 6 e 8 anos.
Os familiares afirmam que os pagamentos ainda não estão a ser cumpridos, o que dificulta o sustento e o acompanhamento psicológico das crianças. “São dois menores que ficaram sem a mãe”, lamentou o pai da vítima, Sérgio Nakama. Enquanto a empresa alega ter feito depósitos judiciais, a defesa da família contesta a efetividade do apoio.
Para os advogados da vítima, as imagens de videovigilância são prova inequívoca de uma falha estrutural gravíssima. Apesar de a transportadora alegar que a passageira ocupava uma área indevida, a advogada da família sublinha que o motorista permitiu a permanência da jovem naquele local e não interrompeu a viagem. A Polícia Civil continua a investigar as condições de manutenção da frota.