A Juventude Socialista da Federação Distrital de Setúbal, atualmente presidida por Pedro Vasconcelos Almeida, está em guerra aberta. Com a aproximação do XX Congresso federativo, agendado para dia 20 de dezembro, onde será votado o próximo presidente da federação, há várias fações que acusam a atual liderança de promover um regime ditatorial na instituição, aproveitando-se dos poderes que lhe foram confiados para boicotar a democracia interna do movimento político e manter-se na sua chefia. O Congresso conta com duas candidaturas: “Afirmar Uma Geração!”, liderada por Luís Carvalho, e “Por uma JS Autónoma”, encabeçada por Diogo Vintém, atual vice-presidente da Federação.
Em declarações exclusivas ao 24Horas, Emanuel Marques, membro da Concelhia do Barreiro, explica que há vários militantes de diferentes concelhias que têm sido suspensos pela atual direção sob motivos pouco transparentes. Entre os visados está Presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Ricardo Mendes. Suspensão que surpreendeu diversos dirigentes locais dada a sua preponderância na organização do processo eleitoral. Num comunicado da autoria de Emanuel Marques, a que o 24Horas teve acesso, lê-se também que durante anos foi bloqueada a entrada de novos membros que permitissem “rejuvenescer as estruturas socialistas”.
A mesma nota acrescenta ainda que os “militantes suspensos afirmam que os procedimentos disciplinares carecem de fundamentação estatutária clara e referem inconsistências, ausência de audição prévia e alterações de regras durante o processo”. E mais sublinha que tais suspensões ocorreram em concelhias onde a candidatura de Diogo Vintém enfrentaria maior oposição.
Emanuel Marques termina as suas declarações afirmando que estas movimentações tornam o processo eleitoral “pouco democrático” e apela a que a atual direção federativa reverta a situação a tempo de deixar que se “vá a votos de forma democrática”.