O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, expressou críticas ao Governo relativamente à resposta política após a passagem da depressão Kristin, que causou estragos significativos no concelho e noutras zonas do País.

Santana Lopes afirma que, apesar da dimensão dos danos, não houve contacto direto por parte de órgãos de soberania com a autarquia ou com a população afetada. “Connosco ninguém contactou”, escreveu o autarca, adiantando que, por outro lado, foi estabelecida comunicação com o candidato presidencial António José Seguro por telefone e mensagem.
O autarca destacou, no entanto, o gesto do presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, que ligou para colocar os recursos da sua autarquia ao dispor da Figueira da Foz no rescaldo da tempestade.
A depressão Kristin causou impacto particularmente grave na Figueira da Foz, onde a passagem do sistema meteorológico provocou a queda de estruturas como a roda gigante do parque de diversões à beira‑mar, danos em lojas no espaço comercial de Buarcos e no Hospital Distrital, bem como desalojamento de várias famílias em diferentes freguesias do concelho. Em Buarcos, ventos fortes arrancaram partes de telhados e fachadas de estabelecimentos, com vidros partidos e prejuízos consideráveis em vários negócios.
Santana Lopes salientou que a presença e o apoio efetivos a quem vive no concelho “não faz falta”. No entanto, o apelo do autarca é claro: quer ver uma resposta governamental mais próxima e direta.