Saíram em liberdade os 11 bombeiros detidos pela Polícia Judiciária (PJ), na terça-feira, dia 26, suspeitos dos crimes de violação e coação sexual sobre um colega, de 19 anos, numa alegada praxe na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão.
Depois de serem ouvidos no Tribunal do Fundão, os bombeiros ficaram impedidos de contactar com a vítima, além de falarem entre si e com testemunhas dos autos. Três dos suspeitos estão obrigados a apresentarem-se semanalmente no posto territorial da respetiva área de residência e oito ficaram impedidos de entrar e frequentar o quartel.
No entanto, esta medida poderá ser levantada “com exceção de grave, documentada e fundamentada situação em que esteja em causa o perigo das populações, nomeadamente de grave incêndio, e a força de trabalho dos arguidos seja absolutamente imprescindível à salvaguarda da vida, integridade física e/ou património referidas populações”.
Os 11 bombeiros não prestaram declarações durante o primeiro interrogatório judicial.
Os Bombeiros Voluntários do Fundão já se pronunciaram, depois da polémica, tendo garantido que “haverá “consequências disciplinares, laborais e institucionais”. Os 11 operacionais poderão vir a ser expulsos, caso se verifiquem as suspeitas.