A Associação de Pais da EB 2/3 de Telheiras (Lisboa) vai promover um cordão humano na sexta-feira, dia 27, pelas 08:00, junto à entrada da escola, como forma de chamar a atenção para problemas que se arrastam há anos. A iniciativa pretende envolver pais, encarregados de educação, alunos e membros da comunidade, mostrando, de forma pacífica mas firme, a necessidade de condições dignas e seguras para os estudantes.

Entre os principais problemas apontados estão a degradação das instalações, a falta de assistentes operacionais e a ausência de Medidas de Autoproteção (MAP) implementadas, apesar de estarem previstas há anos.
Em exclusivo ao 24Horas, Ana Barros, da Associação de Pais, explica a situação: “São motivos antigos. Esta escola, já de há longos anos, tem falta de obras, falta de manutenção. É uma escola que está velha e precisa de algumas obras consideráveis. Com o avançar dos anos, a situação tem-se vindo a degradar cada vez mais.”
Esta mãe acrescenta que as recentes tempestades evidenciaram ainda mais os problemas: “Chove nas salas de aulas, temos o número exato de salas que precisamos para o número de turmas. Portanto, quando chove dentro das salas, os alunos continuam a ter aulas nessas salas, desviando-se da água que entra pelo teto e pelos candeeiros. Há placas de telhado a caírem em várias zonas da escola, ensopadas com água, e só não atingiram alunos por mero acaso.”
Ana Barros aponta mais outros problemas graves: “Não há iluminação exterior. O piso está bastante degradado, com buracos, o que aumenta o risco de acidentes. E há uma falta gritante de assistentes operacionais, que se verifica ano após ano. Por exemplo, temos cerca de 12 assistentes alocados, mas baixas, acidentes e consultas médicas reduzem o número diário para 9 ou 10, num universo de 620 alunos.”
A mãe também aborda a questão das medidas de autoproteção: “A nossa escola nunca fez um simulacro. Não estão previstas medidas de evacuação em caso de emergência, não há sinalética, não há nada implementado. As MAP são responsabilidade da Câmara e, apesar de estarem sempre para sair, nunca foram implementadas.”
Para Ana Barros, o cordão humano é uma forma de pressão pacífica e organizada: “Achamos que esta é uma medida ordeira para demonstrar que pais, alunos e professores estão unidos nesta questão e que queremos ver isto resolvido a curto prazo.”