Portugal registou um custo médio horário do trabalho de 19,4 euros em 2025, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat publicados a 31 de março de 2026. Embora este valor represente uma subida de 6,6% face aos 18,2 euros verificados em 2024 — um crescimento acima da média da União Europeia (4,1%) —, o país continua a apresentar um fosso significativo em relação aos parceiros europeus.
A média da União Europeia fixou-se nos 34,9 euros, o que coloca o custo da mão-de-obra em Portugal quase 45% abaixo do nível comunitário. Na Zona Euro, a disparidade é ainda maior, com o custo médio a atingir os 38,2 euros. No topo da tabela surge o Luxemburgo, com um custo de 56,8 euros por hora, seguido da Dinamarca (51,7 €), valores que contrastam drasticamente com a realidade nacional.
Apesar da tendência de subida nominal dos salários no mercado interno, Portugal mantém-se na cauda da Europa Ocidental, aproximando-se mais dos valores de países de Leste do que das economias centrais. Este diferencial sublinha o desafio da competitividade nacional, assente ainda em baixos custos laborais num contexto de inflação e pressão sobre o poder de compra.