Cinco anos após, de um dia para o outro, ter pura e simplesmente ‘desaparecido’ de Cascais, onde residiu consecutivamente durante mais de 40 anos, e agora que está prestes a terminar o seu último mandato presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a fazer parte do quotidiano da vila, regressando finalmente de armas e bagagens à sua casa de sempre.
A readaptação de Marcelo a Cascais não está a ser fácil, não só pelo facto de ter de dividir a casa com a filha, algo a que não está habituado, mas principalmente por já não ter ao seu serviço aquela que foi o seu braço-direito durante anos a fio, a anteriormente omnipresente e indispensável Célia, de quem mostrou sempre uma grande dependência ao nível do seu dia a dia: “Vai ser muito difícil, não imagino como é que ele vai organizar-se sem a D. Célia, que no fundo era quem antes governava a casa e lhe tratava de tudo”, contou um amigo aos nossos repórteres.
Já de novo instalado no número 169 da Rua Conde Ferreira, em pleno centro de Cascais, casa essa que agora compartilha com a sua filha Sofia que lá reside desde que o seu pai, em 2021, optou por ir viver para o Palácio de Belém, Marcelo readquiriu o seu velho hábito de descer a pé até junto da praia dos Pescadores, onde quase diariamente, independentemente da época do ano, se arrisca a dar alguns mergulhos e braçadas.
Ontem mesmo, ao final da manhã, o 24 Horas ‘apanhou’ o ainda Presidente da República na esplanada do Hotel Baía, onde, ‘guardado’ à distância, do outro lado da rua, por dois discretos agentes do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, retemperava forças após o tradicional mergulho nas águas cascaenses.
Sozinho, agarrado ao telemóvel, já sem direito às outrora inevitáveis ‘selfies’ que não lhe davam um minuto de descanso, Marcelo, envergando a habitual ‘sweatshirt’ azul-clara, permaneceu cerca de meia-hora na esplanada do Baía, onde, para além de um sumo de laranja, não resistiu a um bolo de chocolate.