Apesar de trabalhar num dos maiores escritórios de advocacia de Lisboa, e de se apresentar como como advogado, até mesmo no portal da sua candidatura presidencial, afinal Luís Marques Mendes, de 68 anos, tem a sua inscrição suspensa na Ordem dos Advogados.
Ontem à noite, durante o debate que juntou na RTP1 todos os candidatos a Presidente da República, e em resposta dada a uma ‘provocação’ de Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, negando ser um “facilitador de negócios”, garantiu a pés-juntos a sua condição de advogado, asseverando mesmo estar inscrito na respetiva Ordem desde 1983, ou seja, dois aos após se ter formado em Direito pela Universidade de Coimbra.
Porém, basta consultar o site da Ordem dos Advogados para saber que Marques Mendes, apesar de ser titular da cédula profissional nº2387P, tem a sua inscrição suspensa naquela associação profissional. Recorde-se que o candidato presidencial apoiado pelo PSD foi contratado pela Abreu Advogados em 2012 para exercer as funções de ‘consultor’, tendo, ao longo destes 14 anos de ligação aquela sociedade, liderado o respetivo ‘Angola Desk’, e presidido mesmo ao seu Conselho Estratégico.
Recorde-se a este propósito que há algumas semanas, após a polémica que o ‘obrigou’ a revelar a lista de clientes da sua empresa familiar, a LMM2, entretanto dissolvida, Marques Mendes recusou-se a partilhar o nome dos clientes no âmbito da Abreu Advogados, alegando “sigilo profissional”. A Abreu Advogados conta nos seus quadros com cerca de três dezenas de consultores nas diversas áreas de atuação daquele escritório, nomeadamente com Paulo Teixeira Pinto, antigo presidente do Millenniumbcp, e João Matos Fernandes, antigo ministro do Ambiente de António Costa, entre outros.
