A McLaren pediu mais esclarecimentos à Mercedes-Benz, depois de se mostrar preocupada com a informação que recebe sobre as unidades de potência fornecidas pela marca alemã na Fórmula 1 (F1).
O chefe de equipa, Andrea Stella, explicou que o pedido por mais dados técnicos já acontece há várias semanas. De acordo com o responsável, durante os testes, a equipa limitava-se a recolher informação após as voltas em pista: “A discussão com a HPP (Mercedes High Performance Powertrains) sobre termos mais informação já decorre há semanas, porque até nos testes basicamente entrávamos em pista, rodávamos com o carro, analisávamos os dados e pensávamos: ‘é isto que temos’. E depois reagíamos ao que encontrávamos.”
Para o líder da equipa britânica, esse método não corresponde ao funcionamento habitual na modalidade. “Não é assim que se trabalha na F1. Aquilo que acontece em pista é previamente simulado. Sabe-se o que está a acontecer, o que está programado e como o carro se vai comportar.”
O dirigente italiano sublinhou ainda que a situação faz a equipa sentir-se em desvantagem face à estrutura oficial da Mercedes: “Tenho de dizer que, sendo uma equipa cliente, é a primeira vez que sentimos que estamos em desvantagem até na capacidade de prever como o carro se vai comportar e de antecipar como podemos melhorá-lo.”
As queixas da McLaren surgem após o primeiro Grande Prémio da temporada da F1, onde os britânicos sentiram grandes dificuldades, tendo terminado em 5.º lugar, com Lando Norris, atual campeão do mundo de pilotos, e com a desistência de Oscar Piastri. A McLaren, recorde-se, é atualmente a bicampeã no campeonato mundial de construtores.