Frase do dia

  • “Se for culpado (Prestianni), acabou para mim”, José Mourinho
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Um fármaco inovador destinado ao tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade deverá entrar em fase 2 de ensaios clínicos já este mês, uma etapa em que se avalia a sua eficácia em humanos. O medicamento destaca-se por um perfil considerado ideal, já que não estimula a produção de insulina, não sobrecarrega o pâncreas e não altera o funcionamento do estômago.

Em formato de comprimido, o ATR-258 diferencia-se de terapias como o Ozempic ou o Mounjaro por não atuar sobre o sistema digestivo nem reduzir o apetite. Em vez disso, o fármaco atua diretamente no músculo esquelético, incentivando o tecido a utilizar mais glicose e gordura como fonte de energia.

Ao tomar o medicamento por via oral, o organismo reage de forma semelhante ao que acontece durante a prática de atividade física, mesmo quando o doente se encontra completamente em repouso. Os testes preliminares indicam ainda que o fármaco consegue preservar a massa muscular, uma vantagem relevante face a terapias como a semaglutida, que tendem a provocar perda de massa magra.

A investigação, divulgada em setembro na revista científica Cell, foi conduzida por equipas do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo, na Suécia.

De forma simplificada, o mecanismo permite que o fármaco ative apenas os caminhos celulares associados aos efeitos terapêuticos desejados, evitando atingir outras vias responsáveis por reações adversas, como o aumento anormal da frequência cardíaca.

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