Frase do dia

  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
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O medo instalou-se na Rua Damasceno Monteiro, na Graça, em Lisboa, depois de parte da escarpa nas traseiras das habitações ter cedido devido à chuva intensa das últimas semanas. Três edifícios no topo da colina foram evacuadas e o risco de novos deslizamentos mantém os moradores em alerta.

Para Ana Amorim, que vive na rua desde 2010, a situação é tudo menos inesperada. Garante que o problema está há anos sinalizado junto da Câmara Municipal de Lisboa – sem que tenha sido resolvido.

“A minha grande preocupação é não haver qualquer resposta da Câmara para nos dizer o que vão fazer. Isto está reportado pelo menos desde que moro cá”, afirma, em exclusivo, ao 24Horas.

A moradora recorda que já houve derrocadas e até um incêndio na encosta. “Vieram os bombeiros e depois disso não foi feito grande coisa.” Meses mais tarde, uma árvore caiu sobre o seu terraço após uma chuva ligeira. Nessa altura, foi elaborado um relatório geológico que apontava para a necessidade urgente de intervenção. “Disseram que era iminente fazer a obra. Mas ficou tudo na mesma.”

O impasse, explica, prende-se com o facto de o talude pertencer a privados. “A Junta empurra para a Câmara, a Câmara empurra para os proprietários, os proprietários não recebem as notificações e o assunto morre.”

Enquanto isso, o perigo mantém-se: “O risco é saber se tudo isto vem por aqui abaixo e mexe estruturalmente com o prédio. Quem está no rés do chão está em maior perigo. As vidas não têm preço.”

Se houver ordem de evacuação, a moradora não sabe para onde ir. “Esta é a minha casa. Posso pedir ajuda a amigos, mas não é assim que uma sociedade evoluída deve funcionar”, desabafa Ana Amorim.

Com o agravamento previsto das condições meteorológicas, os moradores receiam que a encosta volte a ceder. E insistem: o problema não é novo, a resposta é que tarda.

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