A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou uma nova ronda de despedimentos que afeta centenas de trabalhadores em diferentes áreas da organização. Entre os departamentos abrangidos estão equipas de recrutamento, vendas, operações globais e a divisão Reality Labs, dedicada a projetos de realidade virtual e aumentada. Esta é já a segunda vaga de cortes realizada pela tecnológica ao longo de 2026, inserida num processo mais amplo de reorganização interna.
Apesar da dimensão dos despedimentos, os cortes representam apenas uma parte da força de trabalho total da empresa, que rondava os 79 mil trabalhadores no final de 2025. Ainda assim, a decisão confirma uma mudança estratégica relevante, com a tecnológica norte-americana a procurar tornar a sua estrutura mais eficiente e adaptada a novas prioridades operacionais num contexto de transformação acelerada do setor tecnológico.
Uma das principais razões apontadas para esta reestruturação é o reforço do investimento em inteligência artificial (IA), considerada uma área central para o crescimento futuro da empresa. A Meta tem vindo a canalizar recursos significativos para infraestruturas de IA, contratação de especialistas e desenvolvimento de novas ferramentas, ao mesmo tempo que reduz equipas noutras áreas consideradas menos prioritárias.
Os despedimentos refletem também um reposicionamento gradual face à aposta anterior no metaverso, um projeto que implicou investimentos elevados e resultados abaixo das expectativas iniciais. A empresa liderada por Mark Zuckerberg está agora a redirecionar prioridades para tecnologias com maior potencial estratégico e comercial, sinalizando que 2026 deverá marcar uma fase de transição importante na orientação do grupo.