O primeiro-ministro descartou por completo o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia, enquanto houver guerra. Depois de uma reunião “muito produtiva” entre os principais aliados da Ucrânia, que decorreu esta terça-feira, dia 6, em Paris, Luís Montenegro garantiu que “está fora de hipótese haver tropas portuguesas” no país liderado por Volodymyr Zelensky, enquanto a guerra com a Rússia perdurar.
O governante afirmou ainda que a estratégia passa por uma “solução de paz justa e duradoura” com uma força, no terreno, “que possa dissuadir possibilidades de perturbação da paz, o que significa reforço da capacidade de defesa da Ucrânia e Estados coligados na defesa da Ucrânia”. O líder da AD ressalva que Portugal está a dar o seu contributo para a paz “nas capacidades aéreas e marítimas”.
Os principais aliados de Kiev encontraram-se na capital francesa para discutirem um plano que ponha fim ao conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos da América (EUA) participaram nas discussões, representados pelos enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner.
Foi estabelecido um acordo coletivo entre os aliados europeus e os EUA que assegura garantias políticas e juridicamente vinculativas que serão ativadas num cenário de cessar-fogo. Caso as armas sejam recolhidas, tropas norte-americanas estarão numa terceira linha no terreno em apoio às tropas ucranianas e às tropas da coligação de aliados.