Um grupo de moradores está a ‘apertar’ a Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada por Carlos Moedas, com um pedido de uma “fiscalização particularmente rigorosa” ao prédio com 21 andares, que vai ser construído no Areeiro, Lisboa.
Num comunicado feito nas redes sociais, vários moradores mostram-se preocupados com a obra monstruosa no local e relatam a existência de dados que apontam para a descoberta de ossadas alegadamente humanas, entre 1960 e 1980, bem como o indício de cisternas, grutas naturais ou artificiais escavadas. “Face a este enquadramento histórico e arqueológico, considera-se essencial que a Câmara Municipal de Lisboa assegure que todas as operações de movimentação de terras, escavações profundas e trabalhos em subsolo sejam acompanhadas de forma contínua e presencial por equipas de arqueologia devidamente qualificadas”, lê-se na publicação.
Os moradores realçam que o seu único objetivo é assegurar que o projeto imobiliário avança com “prudência, transparência e respeito pela memória do lugar, pelo património enterrado e pelo interesse coletivo, evitando que eventuais achados arqueológicos ou humanos sejam tratados como meros ‘imprevistos de obra’ ou minimizados em nome da celeridade do investimento”.