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  • 'Têm ideia do que fizeram à minha vida?', João Cotrim de Figueiredo
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O escultor madeirense Francisco Simões morreu esta sexta-feira, dia 16, aos 80 anos. A informação foi tornada pública pelo secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, através de uma publicação nas redes sociais.

“O Francisco Simões partiu sem dizer um adeus. Coisa dele, a de chegar, fazer a festa e partir, sem grandes despedidas. Ficou por realizar aquele prometido jantar que iria selar, mais uma vez, uma amizade de décadas. Militávamos em campos políticos opostos, mas não é que tantas vezes tínhamos posições comuns sobre os mais diversos assuntos”, escreveu o governante, numa nota de homenagem.

Com um percurso artístico de relevo, Francisco Simões trabalhou no Museu do Louvre, em Paris, em 1968, a convite de Germain Bazin, então diretor do museu, experiência que marcou decisivamente a sua carreira internacional.

Em Portugal, desempenhou funções como consultor do Ministério da Educação, em 1989, no âmbito do projeto ‘A Cultura Começa na Escola’, integrando igualmente o grupo de trabalho para a Humanização e Valorização Estética dos Espaços Educativos, criado pelo mesmo ministério.

O escultor foi ainda colaborador do ‘Jornal de Letras’, a partir de 1990, mantendo uma intervenção ativa no debate cultural e artístico nacional.

Ontem, na véspera do seu falecimento, a Câmara Municipal de Oeiras aprovou a atribuição de um topónimo em sua homenagem, determinando que um arruamento situado no Oeiras Golf, em Barcarena, passe a designar-se ‘Avenida Francisco Simões – Escultor’, reconhecimento público do contributo artístico e cultural do autor.

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