António Casimiro morreu, aos 91 anos, quando estava internado, conforme anunciou a Casa do Artista. Nascido a 26 de junho de 1934 em Lisboa, destacou-se ao longo de mais de seis décadas como uma referência nas artes do espetáculo em Portugal, deixando um contributo marcante no cinema, no teatro e na televisão.
Formado na Escola de Artes Decorativas António Arroio e na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, iniciou o seu percurso profissional na RTP em 1958, como assistente de cenografia, vindo a tornar-se cenografista principal e, posteriormente, responsável pelo serviço de cenografia durante 18 anos. Ao longo da sua carreira na estação pública, criou e coordenou ambientes visuais para inúmeras produções televisivas, consolidando a sua importância no panorama audiovisual português.
Para além da televisão, desempenhou funções relevantes no teatro e noutras áreas artísticas, tendo sido coordenador cenográfico do Teatro Aberto e integrado a direção da Sociedade Portuguesa de Autores. A sua experiência incluiu também a realização de estudos e estágios internacionais em Itália e em Paris, que contribuíram para enriquecer a sua visão artística e profissional, além de ter lecionado na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Universidade Aberta, formando novas gerações.
Em 2024, a Casa do Artista homenageou-o com a exposição ‘Percursos Dispersos’, que recriou o ambiente do seu atelier e evidenciou a diversidade do seu trabalho. A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, já manifestou pesar pela sua morte, sublinhando o impacto duradouro de António Casimiro na cultura portuguesa e o legado que deixou nas áreas do cinema, do teatro, da ópera e da televisão.