A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) emitiu um comunicado oficial para esclarecer o caos vivido no Grande Prémio do Brasil, onde o asfalto do Autódromo Internacional Ayrton Senna começou a desfazer-se durante a corrida de domingo. Segundo o organismo, a degradação crítica da superfície, que projetou pedaços de pista contra os pilotos, deveu-se a uma combinação de “chuvas sem precedentes” durante as obras finais e ao colapso de um sistema de esgotos antigo e não documentado sob a reta principal.
A gravidade da situação obrigou a Direção de Corrida a reduzir a prova de 31 para 23 voltas, numa tentativa de garantir a segurança mínima. A FIM confirmou que a integridade do asfalto ficou comprometida após a corrida de Moto2, quando o calor intenso e a potência das motos de 1000cc expuseram fragilidades na base da pista. O incidente resultou em ferimentos ligeiros para Alex Rins e Alex Márquez, atingidos por detritos a alta velocidade, e motivou duras críticas de campeões como Marc Márquez, que classificou as condições como “impraticáveis”.
Embora o circuito tenha sido homologado dias antes da prova, a FIM admite agora a necessidade de uma auditoria urgente. O promotor do evento e a administração do autódromo já se comprometeram a realizar obras de retificação profunda. O futuro de Goiânia no calendário de 2027 está agora condicionado à resolução definitiva destes problemas estruturais, que transformaram a estreia do MotoGP no Brasil num autêntico “festival de pedras”.