O Sul de Minas Gerais, no Brasil, foi palco de um crime que chocou a pacata cidade de Baependi e que agora ganha contornos de investigação prioritária. Na última sexta-feira, 27 de fevereiro, o que deveria ser o último adeus a uma matriarca transformou-se num cenário de pavor e sangue à porta da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Montserrat. Amanda Arantes, de 27 anos, foi atacada a tiro enquanto acompanhava o cortejo fúnebre da própria mãe, num ato de extrema violência que paralisou a comunidade local.
Imagens de câmaras de segurança captaram o momento em que dois indivíduos numa moto dourada, a circular em contramão, se aproximaram do grupo que seguia o caixão. O ocupante da garupa saltou do veículo e disparou à queima-roupa contra a jovem. O pânico instalou-se de imediato: enquanto os populares dispersavam em busca de abrigo, os criminosos fugiram a alta velocidade. A brutalidade do atentado foi tamanha que um dos disparos chegou a atingir o caixão onde repousava o corpo da mãe da vítima.
Amanda foi atingida por pelo menos três projéteis e o seu estado de saúde é considerado delicado. Um dos tiros atingiu a região cervical e alojou-se próximo à medula, o que comprometeu a sua fala e gera receio de sequelas motoras graves. Após um atendimento inicial de emergência em Baependi, a vítima foi transferida para o Hospital Regional de Varginha, onde permanece internada em estado estável, porém sob vigilância rigorosa da equipa médica.
A resposta das autoridades foi célere. No dia seguinte, sábado, 28 de fevereiro, a Polícia Militar localizou a moto utilizada no crime escondida numa zona de vegetação na área rural do município. No mesmo local, foram encontrados dois capacetes e um casaco preto, vestuário compatível com o registado nas gravações de segurança. Um suspeito já foi detido e, ao ser interrogado, apresentou versões contraditórias sobre o seu paradeiro no dia e hora do atentado.
A Polícia Civil de Minas Gerais mantém agora o inquérito aberto para responder a duas questões fundamentais que ainda intrigam os investigadores. Primeiro, a motivação: até ao momento, não há indícios claros do que teria levado a um ataque planeado contra Amanda num momento de tamanha vulnerabilidade. Segundo, a identificação do cúmplice: as diligências prosseguem para capturar o segundo homem envolvido na execução. A perícia técnica recolheu cápsulas no local e materiais genéticos nos objetos apreendidos, que são agora as principais provas para encerrar este caso que quebrou a paz no interior mineiro.
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