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  • 'Têm ideia do que fizeram à minha vida?', João Cotrim de Figueiredo
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O Museu Quake, em Lisboa, decidiu aproveitar um dos temas mais quentes nas últimas semanas – o caos vivido no Aeroporto Humberto Delgado, devido às longas filas no controlo de passaportes – para lançar uma campanha de comunicação criativa e bem-humorada.

Perante as horas de espera enfrentadas por milhares de passageiros, o museu recorre à ironia para captar a atenção de turistas e residentes, associando os atrasos nos aeroportos a um dos acontecimentos mais marcantes da história da capital. “As filas no aeroporto não são nossa culpa. Mas o melhor museu de Lisboa é. Em 1755, um erro mudou Lisboa – e o modo como o mundo percebe risco, ciência e resiliência. Se um erro atrasou-te, vem descobrir o erro que mudou tudo”, lê-se na mensagem divulgada.

O Quake, recorde-se, é um espaço imersivo dedicado ao Terramoto de 1755, que devastou Lisboa e marcou profundamente a cidade e o País, influenciando o pensamento científico, político e social da época. Através de experiências interativas, o museu convida os visitantes a compreender o impacto da catástrofe e a forma como Lisboa se reconstruiu após um dos maiores desastres naturais da história europeia.

A iniciativa surge numa altura em que o Aeroporto de Lisboa continua a ser alvo de críticas devido a constrangimentos operacionais, com passageiros a denunciarem tempos de espera excessivos e falhas no controlo fronteiriço.

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