A NASA iniciou oficialmente a contagem decrescente para o lançamento da missão Artemis II na segunda-feira, 30 de março, no Centro Espacial Kennedy, na Florida. O relógio de contagem começou a funcionar às 16:44 locais (EDT), correspondentes às 21:44 em Portugal continental, preparando o lançamento previsto para esta quarta-feira, 1, às 18:24 locais (23:24 em Portugal). Segundo a agência espacial norte-americana, o momento marca o início formal das operações finais antes do lançamento, sublinhando que “a contagem decrescente oficial começou para a missão Artemis II”, o primeiro voo tripulado do programa Artemis e a primeira viagem com astronautas para além da órbita baixa da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.
A missão Artemis II levará quatro astronautas a bordo da nave Orion, impulsionada pelo foguetão Space Launch System (SLS), numa viagem com cerca de dez dias em torno da Lua, sem aterragem na superfície lunar. O principal objetivo é testar sistemas essenciais de suporte de vida, navegação e comunicações em condições reais de voo tripulado no espaço profundo, validando tecnologias necessárias para as próximas etapas do programa Artemis. Como refere a NASA, trata-se de “um passo fundamental antes de futuras missões que levarão astronautas novamente à superfície lunar”.
Paralelamente aos preparativos técnicos, as equipas responsáveis pela missão divulgaram também a previsão meteorológica para o dia do lançamento, indicando cerca de 80% de probabilidade de condições favoráveis no momento da descolagem. Ainda assim, permanecem sob monitorização fatores como nuvens cumuliformes e ventos ao nível do solo. A NASA destacou que “as condições meteorológicas continuam a ser avaliadas à medida que a equipa se aproxima da janela de lançamento”, embora o cenário global seja considerado positivo.
O sucesso da Artemis II será determinante para as fases seguintes do programa, incluindo missões destinadas a preparar futuras descidas de astronautas à superfície da Lua e o desenvolvimento de infraestruturas em órbita lunar. A agência sublinha que esta missão representa “um marco importante no regresso humano ao espaço profundo”, abrindo caminho para uma presença mais duradoura nas proximidades do satélite natural da Terra ao longo desta década.