A noite de Passagem de Ano ficou marcada por episódios de violência sem precedentes nos Países Baixos, sobretudo contra a polícia e os serviços de emergência. A presidente do sindicato da polícia neerlandesa, Nine Kooiman, denunciou uma “quantidade inédita de violência” durante as celebrações.
A própria dirigente sindical revelou ter sido alvo de fogo de artifício e outros explosivos por três vezes enquanto desempenhava funções em Amesterdão. Situações semelhantes foram registadas em várias cidades do país, envolvendo ataques diretos a agentes da polícia e a bombeiros. Na cidade de Breda, no sul do país, a polícia foi atacada com cocktails Molotov.
Pouco depois da meia-noite, o Governo emitiu um raro alerta nacional para os telemóveis, apelando à população para que não ligasse para os serviços de emergência, já sobrecarregados, exceto em casos de perigo iminente para a vida humana.
Duas pessoas morreram em acidentes relacionados com o uso de fogo de artifício — um jovem de 17 anos e um homem de 38 — e três outras ficaram gravemente feridas. As autoridades associam parte dos incidentes ao elevado uso de pirotecnia, numa altura em que se aproxima, nos Países Baixos, uma proibição do uso de fogo de artifício não autorizado.
Há suspeitas de que o incêndio na histórica igreja Vondelkerk, em Amesterdão, monumento nacional dos Países Baixos, tenha sido provocado por fogos de artifício lançados na rua.