Nolito, de 39 anos, concedeu uma entrevista ao podcast ‘El Cafelito de Josep Pedrerol’. Entre vários temas, o ex-jogador, que passou pelo Benfica entre 2011 e 2013, falou sobre a sua atribulada relação com Jorge Jesus, que à data era treinador das águias.
Pelo clube da Luz, Nolito somou 63 jogos, onde conseguiu marcar 16 golos e fazer nove assistências, mas nem tudo foi um mar de rosas. As escolhas para o 11 titular de Jorge Jesus, que começou a deixar o antigo internacional espanhol no banco, fizeram com que a relação entre os dois ficassem tensas: “Não tinha uma grande sensação com ele, mas é um grande treinador. Foi um grande treinador, mas eu não tinha muita sensação com ele. Não se passou nada. Eu, egoistamente, pensava que devia jogar mais. Penso que, naquele ano, marquei 15 golos, na Liga dos Campeões, na qualificação para a Liga dos Campeões…”
Na cabeça de Nolito, deveria ser titular no clube da Luz em detrimento de um dos outros dois extremos que estavam no 11 inicial: Ola John e Eduardo ‘Toto’ Salvio: “Havia outro jogador que jogava em vez de mim e, com todo o respeito, eu achava que era melhor. Pensava eu, para mim mesmo ‘P*** que o pariu, o cab*** mete-o a jogar…’. Eu jogava bem, mas ele metia-o… Talvez me tenha fartado um pouco, mas eu queria jogar, vinha do Barcelona…”
Apesar de tudo, Nolito reconhece que a sua atitude poderia ter sido diferente, até porque o plantel das águias estava repleto de craques: “É normal, porque era uma grande equipa. O Benfica tinha um grande plantel… Havia 45 ou 50 jogos… Estavam lá o Garay, o Aimar, o Saviola, o Javi García, o Cardozo, Axel Witsel, Capdevilla… Foi lá que comecei a ganhar dinheiro. No Barcelona, tinha contrato de equipa B.”