Um relatório internacional divulgado pelo 'Guia de Protetores Solares 2026' concluiu que apenas cerca de 20% dos protetores solares analisados foram considerados, simultaneamente, seguros e eficazes. O estudo, realizado pelo Environmental Working Group (EWG), avaliou milhares de produtos e identificou problemas relacionados com proteção insuficiente contra os raios ultravioleta e a presença de ingredientes considerados potencialmente preocupantes.
Ainda assim, especialistas europeus alertam que estes resultados devem ser interpretados com cautela, uma vez que os protetores solares comercializados na União Europeia (UE) estão sujeitos a normas rigorosas de segurança, composição e rotulagem.
Os dermatologistas continuam a defender que o uso de protetor solar é uma das medidas mais importantes para prevenir queimaduras, envelhecimento precoce da pele e reduzir o risco de cancro cutâneo. A radiação UVB está mais associada aos escaldões, enquanto os raios UVA penetram mais profundamente na pele e contribuem para o envelhecimento cutâneo e para alguns tipos de cancro da pele. Por isso, os especialistas recomendam produtos com SPF 30 ou superior e proteção de largo espetro contra UVA e UVB.
Para crianças, pessoas de pele clara ou quem passa muitas horas ao ar livre, o mais aconselhável é utilizar SPF 50 ou 50+. Os especialistas alertam também que muitas pessoas aplicam menos protetor do que o necessário, reduzindo significativamente a eficácia da proteção. Além disso, é recomendável aplicar o protetor solar cerca de 15 minutos antes da exposição ao sol, para garantir uma proteção mais eficaz, e reaplicá-lo de duas em duas horas ou após banhos de mar ou piscina, mesmo quando o produto é resistente à água.
Existem dois grandes tipos de protetores solares: os químicos e os minerais. Os protetores químicos utilizam filtros que absorvem a radiação ultravioleta antes que esta danifique a pele, sendo normalmente mais leves e invisíveis após a aplicação. Já os protetores minerais, também conhecidos como físicos, recorrem a ingredientes como óxido de zinco e dióxido de titânio para criar uma barreira que reflete os raios solares. Estes são frequentemente recomendados para crianças e pessoas com pele sensível, por provocarem menos irritações, embora possam deixar um efeito esbranquiçado na pele.
Os testes laboratoriais realizados nos últimos anos mostram igualmente que um preço mais elevado nem sempre significa melhor proteção. Em vários casos, produtos mais acessíveis apresentaram níveis de eficácia semelhantes aos de marcas prmais caras. Mesmo assim, os especialistas recordam que nenhum protetor solar oferece proteção total e que a prevenção deve incluir outras medidas, como evitar a exposição solar nas horas de maior calor, usar chapéu, óculos de sol e roupa adequada, especialmente entre as 10:00 e as 16:00.

















