Um jovem português de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem depois de ter alegadamente furtado um computador e um iPad pertencentes à NATO e à Marinha sueca, durante uma conferência internacional realizada na Base Naval de Lisboa, no Alfeite. Depois, terá tentado vender esses dados à embaixada da Rússia, em Lisboa, mas sem sucesso.
Em declarações ao 24Horas, Hugo Costeira, especialista em segurança interna, relativiza o episódio protagonizado pelo jovem, mas questiona como é que “um alto quadro da NATO consegue ser tão displicente em relação à informação alegadamente confidencial que ele transporta”, nomeadamente, “com os equipamentos que traz e abandoná-los num quarto de hotel quando vem ao serviço oficial da NATO. Esse para mim é, seguramente, o erro e aquilo que me levanta mais questões”, aponta.
Segundo divulgou esta quarta-feira o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, o jovem hospedou-se no mesmo hotel que os militares participantes no evento e apropriou-se dos equipamentos, convencido de que continham informação secreta e classificada.
O jovem encontra-se agora em prisão preventiva e foi acusado não só de espionagem na forma tentada, mas também de vários outros crimes, incluindo furto qualificado, falsas declarações, denúncia caluniosa e pornografia de menores.