Frase do dia

  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
Search

São 6h43. Vinte e sete pessoas aguardam na plataforma pelo comboio da Fertagus que as levará de Setúbal em direção à capital. Quando entram no transporte, procuram um lugar para sentar-se e, com sorte, dormitar um pouco na hora de viagem que têm pela frente. Aparenta ser o início de mais um dia de trabalho, mas os passageiros sabem que daí a pouco estarão no meio do caos.

A partir da estação do Pinhal Novo as quatro carruagens de dois andares começam a ficar mais compostas. Três paragens depois, chegamos ao Fogueteiro. É aqui que a desordem começa a instalar-se.

Todos os 106 lugares sentados da carruagem em que seguimos já se encontram ocupados. À chegada a Corroios, os passageiros mais parecem “sardinhas em lata”. Ouve-se uma gravação: “Não se aglomere junto à porta, distribua-se pelo interior das carruagens.” Mas não há espaço disponível.

Há quem se sente nas escadas, apesar de, mesmo por cima das suas cabeças, uma placa vermelha advertir que tal é proibido. Atrapalham quem tenta entrar e sair do comboio em direção ao trabalho ou à escola. “Com licença”, repetem-lhes. A tensão mistura-se com o mau humor.

São frequentes os relatos de encontrões, discussões e desmaios entre quem utiliza os comboios Fertagus nas horas de ponta. O excesso de passageiros traduz-se em paragens mais demoradas nas estações, levando ao incumprimento dos horários.

“Houve um aumento drástico de passageiros. Não sei se foi pelo alívio do preço do passe ou pelo aumento de imigrantes”, confessa ao 24Horas, Maria, utilizadora da Fertagus que entrou na paragem do Fogueteiro.

Maria desembolsava todos os meses 120€ pelo passe, mas, desde 2019, com a criação do Navegante, o passe único da Área Metropolitana de Lisboa, passou a pagar 40€. “As condições são péssimas. Os comboios não são limpos e, de manhã, as carruagens que partem de Setúbal são as mais pequenas.”

Em dezembro do ano passado a Fertagus reforçou o percurso Setúbal-Lisboa, substituindo as circulações de hora em hora por uma cadência de 20 minutos. No entanto, os passageiros queixaram-se que os comboios tinham apenas quatro carruagens e não as habituais oito. 

Em janeiro, em resposta às reclamações, a Fertagus reforçou o número de carruagens nas horas de ponta, de maneira a não haver dois comboios consecutivos de quatro carruagens a circular.

Mas os problemas da sobrelotação continuam.

No sentido inverso, à tarde, o cenário repete-se. O comboio de oito carruagens em direção a Setúbal pára às 17h59 na estação de Sete Rios, Lisboa. As portas abrem, mas é impossível entrar. O comboio encheu nas duas paragens anteriores (Entrecampos e Roma-Areeiro). Quem pretender chegar à capital do Sado só terá transporte daí a 20 minutos.

Débora, passageira que vive no Pinhal Novo, conta ao 24Horas que desistiu de apanhar o comboio para o trabalho em Lisboa. Apenas recorre à ferrovia quando perde o autocarro, ao final do dia, no Oriente. “O problema é que, num percurso de 30 minutos, demoro uma hora entre as estações de Sete Rios e Pinhal Novo. Não é suposto.” Devido ao aglomerado de pessoas, que impedem os passageiros de entrar e sair, os comboios tendem a ficar mais de 10 minutos em cada paragem, em vez dos normais cinco minutos.

Débora conta que já viu pessoas em Sete Rios a deslocarem-se para a plataforma oposta, em direção a Roma-Areeiro, para tentarem arranjar um lugar na estação anterior na composição que as levará para a Margem Sul. “Eu não tenho tempo para isso. Nem que fique em pé no comboio, só quero chegar a casa.” Para tentar contornar o excesso de passageiros, a Fertagus divulgou no seu site a taxa de ocupação dos comboios nas horas de ponta dos dias úteis. Aqueles que coincidem com os movimentos pendulares Setúbal-Lisboa estão sinalizados a vermelho ou amarelo. A empresa deixa, por isso, um conselho aos passageiros: “Opte pelos comboios com menos passageiros.”

Recomendado para si

Não é algo que se veja todos os dias, mas aconteceu. Ditam as regras, que os candidatos aos diferentes tipos de eleições de cada país sejam escolhidos através de sufrágios ou nomeações internas. Mas nem sempre é assim. Neste caso foi, até, bem diferente. Quis o destino, usando uma moeda como veículo, ser o próprio a escolher o candidato presidencial do partido Salvemos o Perú para as eleições gerais, que irão decorrer no país sul-americano em 2026.