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  • “Obrigado por tudo”, Marcelo Rebelo de Sousa
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António José Seguro, de 63 anos, tomou posse na manhã desta segunda-feira, dia 9, como Presidente da República, numa cerimónia realizada no Parlamento, que incluiu o juramento de posse, a execução do Hino Nacional, o abraço a Marcelo Rebelo de Sousa e o seu primeiro discurso como chefe de Estado.

No discurso inaugural, Seguro apelou à estabilidade política, defendendo que “as legislaturas são para cumprir” e que a rejeição de um Orçamento do Estado não deve conduzir automaticamente à dissolução da Assembleia da República.

Na intervenção, o novo chefe de Estado começou por agradecer a confiança dos portugueses, tanto em Portugal como na diáspora. Citando o escritor Jorge de Sena, afirmou que “Portugal é feito dos que partem e dos que ficam”, sublinhando também o trabalho do seu antecessor.

Dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, Seguro deixou uma “palavra de gratidão pela dedicação a Portugal e à defesa do interesse nacional”, acrescentando que, independentemente do balanço feito aos seus mandatos, “ninguém pode negar o seu amor a Portugal”. O novo Presidente anunciou ainda a atribuição do Grão-Colar da Ordem da Liberdade ao antigo chefe de Estado.

No discurso, Seguro evocou também o legado dos antigos chefes de Estado, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, considerando que o testemunho deixado por estes líderes constitui “um dos maiores ativos da democracia portuguesa”.

António José Seguro saudou ainda a presença do Filipe VI na cerimónia, sublinhando que esta reforça “os laços de profunda amizade, proximidade e cooperação entre Portugal e Espanha”.

No plano interno, o Presidente colocou forte ênfase na estabilidade governativa e na responsabilidade política das forças partidárias. “Portugal precisa de um compromisso político claro”, afirmou, defendendo previsibilidade nas políticas públicas e foco em respostas urgentes e estruturais.

Seguro enumerou vários desafios que considera estruturais para o País, como o crescimento económico insuficiente, a persistência de desigualdades e pobreza, o envelhecimento demográfico, as dificuldades no acesso à saúde e à habitação, a falta de mão de obra e a desconfiança nas instituições políticas.

Segundo o chefe de Estado, estes problemas constituem uma “lista demasiado extensa” e exigem respostas que ultrapassem a lógica de ciclos eleitorais curtos: “A experiência recente de sucessivos ciclos eleitorais não é desejável e tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral.”

O Presidente anunciou a intenção de convocar os partidos políticos para procurar um acordo interpartidário na área da saúde, com o objetivo de melhorar o acesso dos cidadãos aos cuidados médicos.

Na dimensão internacional, António José Seguro alertou para um contexto global mais instável, marcado por guerras, alterações climáticas e conflitos: “A paz é hoje mais frágil do que ontem.”

O sucessor de Marcelo reafirmou o posicionamento internacional do País, sublinhando que Portugal é “um país europeu, atlântico e lusófono” e defendendo um reforço do projeto europeu: “Portugal precisa de melhor Europa e o mundo precisa de mais Europa.”

No final da intervenção, que mereceu vários aplausos do hemiciclo, Seguro prometeu ser um “Presidente próximo das pessoas”, garantindo que tratará todos os partidos de forma igual e que será exigente com as instituições.

“Trago uma palavra de esperança: acreditem em Portugal”, pediu, defendendo que o País tem recursos, talento e capacidade para definir o seu futuro: “Um tempo novo começa agora.”

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