O patinador artístico norte-americano Ilia Malinin está nas bocas do mundo por ter executado, durante os Jogos Olímpicos de 2026, uma manobra que esteve proibida durante cinquenta anos: um salto mortal à retaguarda, aterrando num só patim. Além deste, executou ainda o primeiro Quadruplo Axel em competição.
“É uma sensação incrível, honestamente. No ar, quando eu dou o salto mortal para trás, toda a gente grita de alegria e fica completamente fora do controlo”, afirmou o atleta à rádio NPR. Esta não foi a primeira vez que Ilia Malinin executa a manobra, uma vez que já o tinha feito numa competição em 2024, quando a União Internacional de Patinação, que regula o desporto, suspendeu a proibição do movimento. Assim, o norte-americano é o primeiro atleta a executar a manobra legalmente nos últimos 50 anos.
O movimento foi suspenso em 1976, devido ao perigo que representava e porque violava a norma de aterrar com os dois patins. Ainda assim, a manobra não desapareceu já que continuou a ser feita por alguns atletas, como Scott Hamilton, fora das competições oficiais.
Com o salto mortal, Ilia Malinin contribuiu para o segundo título consecutivo da equipa norte-americana, que garantiu 69 pontos.
Sobre o Quadruplo Axel que Ilia Malinin também executou nestes Jogos Olímpicos, é considerado um dos saltos mais difíceis e perigosos de executar na patinagem artística, exigindo quatro rotações e meia no ar num tempo de voo inferior a um segundo. Malinin, que se autointitula “QuadGod”, fez história ao ser o primeiro a aterrar a manobra em competição, descrevendo-a como um desafio físico e mental extremo: “Quando o faço, não penso no risco, foco-me apenas em sentir o gelo e a gravidade”, afirmou o atleta, sublinhando que treinar este salto o fez “compreender que os limites humanos são apenas sugestões”. Para Malinin, realizar o Quadruplo Axel não é apenas uma questão de técnica, mas sim um ato de confiança absoluta, declarando que “no momento em que saio do gelo, já sei que vou fazer história”
