Roger Waters, de 82 anos, cofundador dos Pink Floyd, teme pela sua segurança nos Estados Unidos da América e admite mudar de país. As declarações foram feitas numa entrevista a Piers Morgan, na qual explica que o atual clima político norte-americano, aliado às suas posições públicas muito críticas em relação a Donald Trump, o faz sentir-se inseguro e apreensivo quanto ao futuro.
Segundo o músico, a sua oposição aberta a Trump poderá ter consequências diretas na sua vida pessoal, incluindo riscos à sua integridade física ou até problemas com a sua autorização de residência. Waters chega a confessar que vive num ambiente de medo e instabilidade, descrevendo o contexto político norte-americano como cada vez mais hostil para quem expressa opiniões divergentes das correntes dominantes. Estas declarações, de tom alarmista, têm gerado controvérsia e reações diversas na imprensa internacional.
Perante este cenário, a estrela dos Pink Floyd revela que tem ponderado seriamente a hipótese de se mudar para outro país, referindo Portugal como uma das opções em cima da mesa. O artista destacou a procura por um local onde possa viver com maior tranquilidade e segurança, mencionando também algumas ilhas das Caraíbas como alternativas possíveis. Para Waters, encontrar um “bom sítio para viver” tornou-se um desafio num mundo que considera cada vez mais perigoso e imprevisível.
Conhecido não apenas pela sua carreira musical, mas também pelo seu ativismo político, Waters tem sido uma voz crítica consistente da política externa e interna dos Estados Unidos, ao longo das últimas décadas. As suas recentes declarações voltam a colocá-lo no centro do debate público, levantando questões sobre liberdade de expressão, polarização política e o impacto que estas dinâmicas têm na vida de figuras públicas. A eventual mudança para Portugal surge, assim, mais como um reflexo desse contexto do que como uma decisão já tomada.