A nomeação do árbitro português João Pinheiro para o Mundial de 2026, confirmada pela FIFA na quinta-feira, dia 9, foi recebida com grande satisfação e orgulho no universo do futebol português, com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, a destacar o significado da escolha feita pela FIFA.
“É o reconhecimento, por parte da FIFA, do talento e da dedicação dos árbitros portugueses e do excelente trabalho realizado pelo setor da arbitragem em Portugal”, referiu o antigo árbitro, numa nota oficial em que enaltece o contributo do Conselho de Arbitragem, da APAF e das estruturas distritais e regionais.
O juiz da Associação de Futebol de Braga integra o grupo de 52 árbitros principais selecionados para dirigir os encontros da fase final, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México. Portugal regressa assim à elite da arbitragem mundial, 12 anos depois da última presença de um árbitro principal numa fase final de um Campeonato do Mundo, precisamente, Pedro Proença, em 2014.
A equipa portuguesa será composta ainda pelos assistentes Luciano Maia e Bruno Jesus. Para Pedro Proença, a escolha não se limita à arbitragem: “não é apenas uma grande notícia para a arbitragem portuguesa” mas também “uma grande notícia para o futebol português e para Portugal.”
Também Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, sublinhou a importância do momento: “Mais do que um prémio, é o justo reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos por uma equipa de elite, que muito prestígio tem trazido para o futebol português.”
Desde a última presença de um árbitro português num Mundial, Portugal apenas marcou presença em funções de videoárbitro, em 2018, através de Artur Soares Dias e Tiago Martins, falhando a edição de 2022. Antes disso, nomes como António Garrido, Carlos Valente ou Vítor Pereira marcaram presença regular na maior competição de seleções.