Uma operação de ciberespionagem conduzida pelo serviço de informações militar russo (GRU) visou routers em vários países do ocidente e conseguiram ter acesso indevido a dados privados. Foram comprometidas informações governamentais, militares e de infraestruturas críticas. O 24Horas falou com Hugo Costeira, especialista em segurança interna, para perceber o que está em causa.
“Isto trata-se de uma ação de cibersespionagem, como há muitas. Esta, por aquilo que podemos ler no documento oficial do FBI, é subscrito por algumas das agências de inteligência mais importantes do mundo”, começou por dizer Hugo Costeira, em exclusivo ao 24Horas.
“Trata-se do comprometimento de routers de uma determinada marca”, revelou e refere ainda que “o documento explica como é que esses dados são comprometidos”. Ainda assim, o especialista em segurança interna, esclarece que “isto é uma ação normal e recorrente, que acontece todos os dias, feita por dezenas de outros grupos”.
Hugo Costeira afirma que há duas coisas que são importantes: “É sempre de louvar que tudo o que são agências de inteligência se juntem para publicar este género de alertas e ajudar, não só os serviços públicos, mas também os empresários a saberem proteger-se.”
A segunda, de acordo com o próprio, é perceber os perigos e estar alerta para este tipo de ameaças: “É um alerta à navegação, é um alerta quer aos serviços públicos, ministérios, órgãos de soberania, até às empresas privadas, que devem perceber que a cibersegurança não é algo com que nós podemos brincar. É um assunto sério.”